Mais circo que pão*

Por Alexandra Papini, Felipe Neves, Gerson S. Camargo e Lys Silva

Os candidatos do município de São Paulo já estão armados. O cronômetro começou e não há mais tempo para demoras, tanto para projetos quanto para planos racionais de governo. Nem pensar! Isso leva muito tempo. Porém, como montar um plano definido para resolver problemas e questões urgentes? Ouve-se uma aflita conversa entre um concorrente e seu assessor. Tudo deve estar pronto para a hora do show. Detemo-nos em alguns nomes artísticos do espetáculo. Tem para todos os gostos: Abraão do Queijo, Tonhão Som de Cristal, O Homem da Moto, Gordinho da Paz, Piolho (Sena), Wadão e o Jegue Dente de Ouro, Homenzinho Jaçanã, Vovó da Fiel, Bebê, Maria do Baião, Zé da Lua, entre outros. Legal, né? Tem até um nacionalmente conhecido: tal de Serginho BBB… Adoro!

Voltemos ao assunto da conversa escutada. A preocupação é visível no pintado rosto de todos. Assim segue o diálogo entre o candidato (preferimos omitir o nome para não darmos ibope a este em detrimento de seus colegas de picadeiro) e seu assessor, respectivamente:

-Maquiagem, está ok?

-Sim.

-E a máscara, se acontecer algum problema. Nunca se sabe… O improviso deve ser bem preparado!

-Mais que checado! Têm várias máscaras, senhor. Para as mais diferentes situações. Só a de religioso que está em falta… Os circenses candidatos à Prefeitura levaram todas…

-Puxa vida! E o nariz vermelho?

-Para quê? Muito convencional e comum. A arte precisa de inovação. Além do que, daria muito na vista (infelizmente ainda há pessoas honestas no nosso meio….). A modernidade invadiu o picadeiro, senhor! O Tiririca foi um corajoso sortudo!

-Tomara que você tenha razão!

-E vosso texto? Tudo decorado?

-Ah sim… Deixe-me ver… Qual a cidade mesmo? São… São Paulo, claro!

-Isso mesmo. Chega de conversas! A cortina está subindo e a plateia aguarda ansiosa sua senhoria. Que o deus Maquiavel o abençoe! Não se esqueça, caso ganhe o concurso, de conseguir um emprego para alguns dos meus lá dentro, ein?

-Não me esquecerei! O poder deve ser controladamente compartilhado com meus vários colaboradores!

As cortinas sobem e o candidato se vê diante de sua plateia. Começa seu magistral discurso. É a primeira vez que este participa como artista. O nome do circo é chique: “Câmara Municipal”. Apesar da concorrência grande, está confiante. Nunca na história desse país houve tanto palhaços aceitos pelo povo. O critério de fazer rir é o que dita, afinal, as regras do jogo.

* Nesta semana o post de Economia/Política foi uma crônica ficcional

Divirta-se mais em:

http://divulgacand2012.tse.jus.br/divulgacand2012/abrirTelaPesquisaCandidatosPorUF.action?siglaUFSelecionada=SP#

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