O diz que me diz do pacote de concessões

Por: Alexandra Papini; Felipe Neves; Gerson S. Camargo; Lys Silva

“O PSDB sempre colocou os interesses dos brasileiros acima dos interesses partidários. Por isso, cumprimenta a presidente Dilma por ter aderido ao programa de privatizações, há anos desenvolvido pelo partido, como um dos caminhos para acelerar os investimentos em infraestrutura”.  Essa foi a declaração de Sergio Guerra, presidente do PSDB, em relação aos pacotes de concessão das rodovias e ferrovias da presidenta Dilma Rouseff lançadas no dia 15 de agosto.

Sergio Guerra não foi o único tucano a expor sua opinião, Geraldo Alckmim, governador de São Paulo, declarou que “O governo federal está no rumo certo. Sempre defendemos as concessões”.

Imagemnoticias.r7.com

Causador de muitas polêmicas e ambicioso, o pacote atiçou nos economistas um sentimento de cautela e desconfiança. Empresários chegam a dizer que o governo Dilma quer “reeditar o lema do ex-presidente Juscelino Kubitschek, “50 anos em 5”. (para ver mais clique no link da Folha Online http://folha.com/no1138116 )

Em discurso na tribuna Senado, um dos nomes de peso do PSDB , Álvaro Dias, criticou o plano de concessões do governo Dilma, prevendo novos fracassos no cronograma das obras, bem como salientando a participação nula do estado do Paraná no programa, que não lhe destina nenhum investimento.

Mas o pacote não recebeu só criticas. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o defendeu dizendo que, “quando o Estado tem dificuldade orçamentária para fazer obras com dinheiro da União, é preciso passar os projetos para a iniciativa privada”. ( para ver mais clique no link da Folha Online http://folha.com/no1137793 ). Além disso, Lula ainda afirmou que, “Afinal de contas, o povo muitas vezes não quer saber se quem faz é o Estado ou a iniciativa privada. O que ele quer é o benefício.”
A presidenta do Brasil também rebateu as criticas afirmando que “Não estamos nos desfazendo de patrimônio publico para acumular caixa. Estamos fazendo parceria com o setor privado para beneficiar a população, para saldar uma dívida de décadas e um atraso nos investimentos, e assegurar o menor custo logístico”. Dilma ainda que seu governo “reconhece as parcerias com o setor privado como essenciais para a continuidade e a aceleração do crescimento. Elas permitirão serviços mais adequados e eficientes à população” e que ela hoje está “tentando consertar em ferrovias alguns equívocos cometidos na privatização das ferrovias. Hoje estou estruturando um modelo no qual vamos ter o direito de passagem, de quantos precisarem transportar sua carga. Na verdade é um resgate da participação do investimento privado em ferrovias, mas é também o fortalecimento das estruturas de planejamento e de regulação”.
Dilma mostra assim que não cederá a pressões externas seja de especialistas, seja da oposição.

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