Conteúdo pago na web, super in

Por Felipe Dantas e Rodrigo Rosa

A internet sempre foi uma esfera sedutora, abrindo um campo global para a participação de todos em seu meio e criando a cultura da gratuidade, na qual todo conteúdo da web costumou ser disponibilizado sem custos. As indústrias cinematográfica e musical e as mídias tradicionais começaram a perder seu espaço com a acessibilidade vasta de conteúdo e começaram a criar alternativas para recuperar sua presença, entre elas, a cobrança de conteúdo na web.

Nos Estados Unidos, a iTunes Store mostrou que as pessoas ainda têm interesse em comprar músicas, mas claro, com um preço acessível e facilidade de compra. Atualmente o iTunes possui a maior oferta de músicas entre todas as lojas virtuais, mesmo que a pirataria seja ainda o principal meio de downloads. Outra alternativa que está ganhando destaque no mercado é o “Rdio”, serviço que disponibiliza um grande e variado acervo de músicas via streaming, sem limite de acesso, cobrando um valor mensal. Nele você pode adicionar álbuns completos em sua coleção pessoal e criar listas de reprodução. A iTunes Store e o Rdio estão disponíveis no Brasil, sendo o segundo conhecido aqui por “Oi Rdio” e cobra até R$14,99 por seu acesso.

O Netflix, uma locadora online via streaming, compete com a pirataria disponibilizando filmes em alta qualidade, também sem limites de acesso, e por apenas R$ 14,99 mensais. O serviço oferece filmes clássicos que dificilmente são encontrados na web e séries de televisão completas. A locadora ainda não agrada a todos, faltam ainda muitos títulos atuais e alguns dos já disponíveis não possuem legenda e são exibidos apenas dublados.

Se a cobrança de conteúdo chegar ao principal foco da internet, a informação noticiosa? O New York Times é um exemplo de como o chamado paywall – método de cobrança no qual o usuário acessa uma quantidade de textos do jornal e ao ultrapassá-la, precisa fazer uma assinatura – pode dar certo, cerca de meio milhão de usuários assinam a versão online para ler as reportagens – a proposta é que com os consumidores, ao pagarem pelo produto, diminua a necessidade de tanta publicidade nos sites. A Folha, que adotou neste ano a medida, acredita que não perderá o visitante casual, que poderá acessar 40 reportagens por meio de um cadastro, e ainda atrairá o interesse do leitor mais assíduo, que poderá entrar em contato com uma reportagem mais detalhada e rica – pois jornalismo impresso ou virtual precisa de recursos, e os recursos virão das assinaturas.

“Por que pagar por algo que consigo encontrar de graça na internet?”. É óbvio que se os serviços cobrados forem iguais aos gratuitos, a proposta não fica tão sedutora. Porém, o diferencial está na qualidade, organização, acessibilidade e segurança. Ao assinar um serviço de streaming, ou assinar o conteúdo digital de um jornal, o usuário tem a certeza de que qualquer produto que será utilizado será da melhor qualidade e, na maioria dos casos, poderá ser acessado em diversas plataformas, como tablets, smartphones e até consoles de videogames, sem recorrer a nenhum site com segurança comprometida, pop-ups desnecessários e publicidade abusiva. No caso do jornal, a oportunidade de ter um núcleo de notícia e informação organizado e de qualidade, visto que a internet é um campo vasto de informações, é algo que faz valer a pena por a mão no bolso.

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