Medo do amanhã, coragem de hoje

Por Ru Arriaza e Anna Rombino

Quando a adolescência vai chegando ao fim, se nota aquele medo pré saída definitiva do colégio:”O que eu vou fazer da vida? E se eu errar? Como vai ser quando eu tiver que me sustentar sozinho? Estarei pronto?” Nessa época, o que nos sobra de energia nos falta de calma
.

Os professores nos pedem foco, os orientadores, planos, e os pais responsabilidade. É uma pressão tamanha que parece que quando abrimos a boca invés de saírem palavras, sai feijão. Nossas cabeças fervem e o coração aperta, crescer dói.

Talvez se nos encontrássemos com o “eu” de cada um do futuro, nem que por cinco minutos, isso acalmasse os ânimos não é? Ou não, você poderia olhar para si mesmo e se perguntar em que momento a estrada mudou de rumo tão bruscamente, os ideais, os sonhos, cadê? A vida comeu.
Lógico que essa visão hipotética vale também para o eu do futuro, e se você pudesse se olhar no passado, como um espelho mágico, algo assim. Antes da barba, antes das contas, antes das quedas.

A vida nos degusta, vai tirando lascas com o tempo e colocando um charme chamado poeira no lugar, o que se pode fazer sobre isso? Nada, todos envelhecem. Mas, é possível tirar o melhor disso, crescer dói como eu já disse, mas quando você entende que estamos sempre em mutação, vira uma delícia, sempre nos adaptando ao meio quando temos vontade e força para isso. Se eu pudesse voltar no tempo, pelo menos uns cinco anos e pudesse dizer umas poucas e boas para mim mesmo eu diria “Cresça garoto,cresça.”

Nessa época eu jurava que seria um músico, nunca toquei violão muito bem nem me destaco como cantor, hoje estudo jornalismo. Antes me imaginava como um mochileiro, um cidadão do mundo. Hoje o máximo que eu faço é pegar um ônibus da Faria Lima até Perdizes. Isso quer dizer que acabou? Game over? Não necessariamente, eu posso ter minha carreira, minhas cobranças sociais e pessoais, nem por isso eu não poderia pegar uma velha guitarra e cair pelo mundo, nem que seja no meu ultimo dia de vida ou no momento em que eu já tenha servido o meu máximo para todos e ninguém dependerá mais de mim. Paciência é algo que vem com o tempo, acho que estou crescendo afinal.

Pra quem está passando por algo assim, aqui vai uma dica de um filme que talvez reflita essa sensação:

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