FILE exibe obras interativas e digitais em São Paulo

Por Felipe Dantas e Rodrigo Rosa

O Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), que termina dia 19/08, exibe no Centro Cultural FIESP, em sua 13ª edição, como a tecnologia influenciou a arte e como as duas casam perfeitamente enquanto também propõe uma interação entre as atrações e os visitantes. Em todas as edições, o festival tem o propósito de mostrar como a tecnologia, comum em seu uso prático para casualidades, trabalho e entretenimento, também pode trazer novidades no campo artístico, expondo, entre seções divididas em FILE Instalação, Tablet, Games, Machinema, Mídia Arte e Anima+, obras interativas, filmes, jogos independentes e ilustrações, todos criados por artistas do mundo inteiro.

O Festival aproxima tanto aqueles que não estão familiarizados com a tecnologia como também os que estão habituados com o mundo digital, atraindo um público variado. Atrações como o “Build a Sound”, um jogo de blocos que possuem sons, e o “Body Paint”, projeção em parede que permite aos usuários pintarem a “tela” com seus corpos, fizeram sucesso entre as crianças, enquanto o “Starry Night”, a versão interativa da “Noite Estrelada” de Van Gogh, impressionou adultos com a possibilidade de alterar a obra-prima com o toque das mãos.

Segundo Tainá, 23 anos, estudante de pós-graduação em História da Arte e guia do festival, o que chama o público e o que também o torna tão variado é a interação entre as obras e o público, que acontece a partir de aparelhos já acessíveis. “A ‘Noite Estrelada’ de Van Gogh, por exemplo, se movimenta com o toque a partir do Kinect (sensor de movimento da Microsoft), um aparelho que está disponível em qualquer loja de eletrônicos, e o público adulto acha incrível poder alterar essa obra que sempre esteve estática”. Sobre as atrações mais chamativas, como o “Paradoxal Sleep”, ela completa: “É como se as pessoas estivessem mais próximas do que elas veem em jogos, filmes e desenhos, é o digital se encontrando fora do mundo digital”.

Para os mais habituados à cultural digital, o festival promove reflexões sobre o mundo virtual, a mecanização dos hábitos humanos e a relação entre a tecnologia e a arte por meio de curtas-metragens, sendo elas reais, como o curta “Sequence Error” do grego George Drivas, que mostra a revolução proletária de Karl Marx num mundo futurista, como também digitais. Na sessão Machinema, os curtas-metragens seguem o estilo “machinima”, que se baseia em gravar filmes através de jogos virtuais, o curta “Journey into the Metaverse” do francês Tutsy Navarathna, que mostra a relação entre a realidade e a virtualidade através de nossos “avatares” virtuais, foi gravado a partir do jogo de realidade virtual “Second Life”.

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